8 de junho de 2011
Melhor gestor dos EUA prevê novo crash nas bolsas
Bolsa de Nova York: gestor do fundo de ações mais rentável dos EUA vê risco de novo crash
São Paulo – O gestor de fundos de ações que obteve a maior rentabilidade nos Estados Unidos nos últimos 25 anos acredita que as bolsas podem sofrer um novo "crash" se o governo americano não começar em breve a reduzir o déficit público e o elevado endividamento. Em entrevista à revista Fortune <http://finance.fortune.cnn.com/2011/06/06/bob-rodriguez-the-man-who-sees-disaster/> , Bob Rodriguez, responsável pela gestão de 16 bilhões de dólares na First Pacific Advisors, diz que "em dois a cinco anos" o mundo pode ter uma crise "de magnitude igual ou maior" que a de 2008.
Quem ouve o que Rodriguez diz costuma ganhar dinheiro. Seu fundo de ações, o FPA Capital, obteve um rendimento anual de 15% nos últimos 25 anos, o maior dos EUA no período. Já o FPA New Income, que investe em bônus e títulos de renda fixa, nunca registrou uma perda anual. Em geral, Rodriguez consegue obter retornos maiores que seus concorrentes devido a sua capacidade de antever crises.
Antes de 2008, ele avisou que o mercado americano de hipotecas estava prestes a explodir. Já na década de 1990, alertou investidores que a bolha da internet não duraria muito. Em ambos os casos, acertou na mosca e ganhou notoriedade na mídia americana. O jornal "Wall Street Journal" já lhe chamou de "um dos profetas do Apocalipse que acertou".
Para quem acha que Rodriguez prevê uma crise ao mesmo tempo em que aproveita para comprar ações e lucrar na bolsa, aqui vai um alerta. O gestor costuma fechar seus fundos para novas captações sempre que acredita que não há nada interessante para ser comprado. Ele é o típico cara que está mais disposto a perder clientes do que dinheiro. Tanto que seus fundos estão fechados a novos investimentos neste momento.
O fundo de ações FPA Capital costuma ter um portfólio bastante concentrado em apenas 30 diferentes ações. Assim como costumavam ensinar Benjamin Graham ou Warren Buffett, Rodriguez sempre adotou a estratégia de comprar ações em momentos em que os preços estão interessantes para só revendê-las anos depois, num mercado de alta.
A seleção das ações é disciplinada. Na década de 1990, Rodriguez não gostava das ações do setor de internet – que, à época, não paravam de subir – porque temia que os papéis nunca justificassem os altos múltiplos em que eram negociados. Ele chegou a dizer que as ações de internet eram só uma "especulação mascarada de investimento" e começou a limá-las de seu portfólio. Muitos clientes tiraram o dinheiro de seu fundo porque queriam aproveitar a alta – mas quebraram a cara quando a bolha explodiu. Em 2002, o FPA Capital rendeu 29%, contra baixa de 38% do S&P 500, um dos principais índices de ações dos EUA.
Já em 2005, Rodriguez voltou a farejar o cheiro de desgraça no ar. Seu fundo de renda fixa rapidamente começou a despejar no mercado títulos hipotecários de segunda linha e a aumentar a qualidade dos créditos incluídos na carteira. Em 2006, ele já não detinha nenhum título da Fannie Mae e Freddie Mac, duas agências governamentais de crédito que quebraram e tiveram que ser resgatadas com bilhões de dólares do governo. Em 2007. seu fundo de ações já tinha 40% do capital em caixa. Com esse dinheiro, Rodriguez foi às compras em 2008, quando o mercado entrou em colapso após a quebra do banco Lehman Brothers. No ano seguinte, seu fundo de ações obteve um retorno de 54%.
Agora, Rodriguez aposta que o governo dos EUA terá problemas com seu alto endividamento. A agência de classificação da risco Standard & Poor's colocou recentemente o rating (avaliação de crédito) dos títulos americanos em perspectiva negativa. Rodriguez reagiu de forma irônica à decisão de disse que ao menos alguém já dá sinais de que acordou para o déficit público dos EUA.
Ele considera que a dívida pública americana – que oficialmente corresponde a 64% do PIB – é muito maior do que se divulga e lembra que obrigações a serem cumpridas pelo programa de saúde Medicare e pelas agências de crédito Fannie Mae e Freddie Mac também deveriam ser contabilizadas. A situação, portanto, é bem pior do que parece. Se os EUA não fizerem nada para reduzir o endividamento até 2012, os investidores vão começar a temer o pior. Essa situação poderia levar ao aumento da percepção de risco dos títulos do Tesouro americano. Rapidamente o governo seria obrigado a pagar juros mais altos para financiar– o que poderia gerar uma crise de confiança no mercado financeiro.
Para quem é considerado um "profeta do Apocalipse", Rodriguez até que parece ser justo com o governo. Ele admite que o problema ainda não seja irreparável. O governo americano precisa começar a cortar os gastos em 350 bilhões a 500 bilhões de dólares por ano e evitar futuras surpresas. O grande problema é que ele não acredita que o presidente Barack Obama esteja disposto a fazer a reforma fiscal necessária. A hora, portanto, seria de começar a reduzir o risco do portfólio de investimentos, baixando a exposição a ações e a títulos de segunda linha.
9 de maio de 2010
Um gigantesco plano de socorro de 750 bilhões de euros para ajudar a zona do euro
Os países da UE chegaram a um acordo sobre a adoção de um plano de socorro histórico que pode chegar a 750 bilhões de euros para ajudar os países da zona do euro caso seja necessário e para pôr fim a uma crise financeira que se estende perigosamente.
Este plano sem precedentes na história recente para um programa de apoio financeiro inclui empréstimos e garantias dos países da zona do euro, além de empréstimos dos Fundo Monetário Internacional.
Ele foi decidido na madrugada de domingo para segunda-feira, depois de mais de onze horas de negociações em Bruxelas entre os ministros europeus das Finanças, convocados de urgência.
A ajuda terá 60 bilhões em empréstimos concedidos pela Comissão Europeia e 440 bilhões de euros em empréstimos ou garantias dos países da zona do euro, ou seja, um total de 500 bilhões, anunciou à imprensa a ministra espanhola da Economia, Elena Salgado.
O Fundo Monetário Internacional concederá também uma contribuição em empréstimos de até 250 bilhões de euros, indicou ela, depois de ter mencionado anteriormente o valor de 220 bilhões.
Em um comunicado, o Banco Central Europeu (BCE) indicou que vai "realizar intervenções nos mercados de obrigações privado e público da zona do euro" com o objetivo de pôr fim aos problemas constatados.
Ele não detalhou imediatamente de que forma isso será feito.
O BCE também anunciou medidas para enfrentar as dificuldades dos bancos da zona do euro em se alimentar de dólares, facilitando seu abastecimento.
Para conseguir isso, uma ação concertada do BCE e dos bancos centrais de Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Suíça foi estabelecida, por meio da reativação de mecanismos de troca (swap) de divisas para permitir à zona do euro obter dólares com mais facilidade.
Os ministros travaram ao longo do dia e à noite uma corrida contra o relógio para encontrar uma solução confiável antes da abertura dos mercados da Ásia, no momento em que a crise grega ameaça afetar outros países da zona do euro, como Portugal e Espanha.
Esses dois países se comprometeram a "acelerar" em 2010 e em 2011 seus planos de redução do déficit público e anunciarão medidas significativas o mais rápido possível para acalmar os mercados, anunciou Salgado.
A origem da tempestade está no nível de déficit muito elevado de vários países atingidos pela crise financeira e econômica, o que gera dúvidas a respeito de sua capacidade de pagar suas dívidas.
As primeiras reações foram positivas. O euro saltou nas primeiras transações em Tóquio superando 1,29 dólar.
O programa será utilizado "apenas em caso de necessidade", disse o comissário europeu de Assuntos Econômicos, Olli Rehn. Ele indicou que a concessão des empréstimos estará associada "a condições rigorosas" que deverão ser respeitadas pelos países.
"É muito parecido com o sistema estabelecido para a Grécia", que recebeu 110 bilhões de euros em empréstimos em três anos, 80 bilhões de euros pelos parceiros da Grécia na zona do euro e o restante pelo FMI, que aprovou no domingo a sua contribuição para este país, segundo uma fonte diplomática.
A Europa não pode se permitir mais uma vez "decepcionar os mercados" depois de ter causado turbulências nos últimos meses por ajudar uma Grécia enfraquecida, considerou o ministro sueco das Finanças, Anders Borg.
Ele pediu também um combate às "hordas" de especuladores que se comportam como "uma alcateia de lobos".
A Comissão Europeia havia proposto em um primeiro momento empréstimos da União Europeia garantidos pelos 27 Estados da UE, e pretendia criar um sistema com montantes "ilimitados", segundo um diplomata.
Mas a ideia foi abandonada por causa da recusa alemã.
A UE estava sob pressão porque a crise estava prestes a ganhar uma dimensão internacional com os riscos de contágio.
O presidente americano Barack Obama havia pedido no domingo à chanceler alemã Angela Merkel que adotasse "medidas enérgicas para recuperar a confiança dos mercados", indicou a Casa Branca.
Países ricos carregam dívida de US$ 43 trilhões
será registrado em 2010. Dados das dívidas nacionais dos 30 países industrializados indicam que o rombo nas contas chegam a US$ 43 trilhões, a maior já contabilizada por qualquer entidade internacional em qualquer momento da história.
http://economia.ig.com.br/paises+ricos+carregam+divida+de+us+43+trilhoes/n1237614545643.html
7 de maio de 2010
Mercado em choque
O investidor deve se preparar para um novo período de instabilidade e fortes emoções. Ontem foi o melhor exemplo de como apenas os que tiverem nervos de aço devem se arriscar a acompanhar os mercados e seus choques no dia a dia. Ao ver o índice Dow Jones cair 9,16%, mesmo que por alguns minutos, até os mais experientes executivos de mercado não conseguiam esconder o espanto.
A queda de ontem teria sido agravada por um o erro de digitação em uma operação de venda de ações no mercado americano - bilhões no lugar de milhões de papéis -, o que teria provocado uma reação em cadeia de ordens de venda via computador. Mas, mesmo sem isso, a perda já teria sido expressiva, como mostraram os fechamentos dos índices mundiais.
Foto Destaque
A questão é que há mais problemas para atormentar o mercado por um bom tempo. E não apenas a bolsa: juros e câmbio também. O dólar comercial fechou ontem a R$ 1,849 na venda, alta de 2,84% no dia e de 6,08% no ano. O Ibovespa caiu 2,31% no dia, para 63.414 pontos, acumulando perda de 7,54% em 2010. A tendência, dizem analistas, é de a bolsa continuar em níveis mais modestos e o dólar em alta por um período mais longo. Até ativos fora de moda, como o ouro, ganharam destaque no meio da incerteza. Ontem o grama do metal na BM&FBovespa subiu 5,40%, ampliando o ganho no ano para 19,34%.
As oscilações de ontem mostram o perigo dos sistemas eletrônicos na bolsa, diz um analista de mercado que pediu para não ser citado. "Mas isso não aconteceu do nada, o mercado já estava caindo, nervoso com risco para a Europa e isso levou a um acúmulo de ordens de venda e teria havido uma errada", diz. No Brasil, afirma, isso dificilmente aconteceria porque há limites de oscilação a partir dos quais os negócios param e a ação entra em leilão. Para os papéis que fazem parte das carteiras dos índices, esse limite é de 3%. Nos demais, é de 10% de queda.
Entre outros fatores que ajudaram a derrubar o mercado estariam as declarações do presidente do BC Europeu dizendo que não previa nova ajuda aos bancos da região e a reforma do sistema bancário americano, com a criação de novas taxas para as instituições.
O que está garantido é muita volatilidade daqui para frente, diz Marcelo Cabral, sócio e gestor da Neo Investimentos. "Talvez alguma autoridade fale algo amanhã e e tranquilize o mercado acenando com mais intervenções de ajuda, o que pode fazer as bolsas darem uma pancada para cima", diz. "As autoridades vão lutar para tentar segurar os ânimos, mas é preciso entender que o que está acontecendo não é um evento isolado, da crise da Grécia, nem pontual, é de longo prazo", diz.
Por conta disso, os gestores estão agindo com bastante cautela, evitando até as operações de curtíssimo prazo, em que compravam determinado ativo que caía para vender poucas horas depois. "Agora a ordem é reduzir os riscos, proteger o capital", afirma. A pressa em reduzir os riscos foi também um dos motivos da forte queda de ontem. "Houve muita venda de ativos, muita zeragem, incluindo nas operações de carry trade (venda de iene e compra de dólar ou outras moedas com juro mais alto)."
Para ele, vai ser difícil o Índice Bovespa voltar para os 70 mil pontos. "Essa turbulência é o reconhecimento de uma situação insustentável que o mercado ignorava, que é o subprime da dívida soberana dos governos".
Segundo Cabral, outros países já tiveram seus papéis fortemente afetados ontem, e isso deve continuar. "O que ocorreu foi que a crise de 2007 e 2008, das dívidas das pessoas, empresas e bancos, foi transferida para os governos, que se endividaram para socorrer todo mundo", diz o gestor. "A situação dos países desenvolvidos é muito parecida, só não se sabe se isso vai estourar este ano ou em 2011 ou 2012", diz.
A rapidez do movimento é o que mais surpreendeu, diz Rogério Bastos, sócio da FinPlan Consultoria e Gestão de Investimentos. "Em cerca de 15 minutos, o Dow Jones flutuou entre entre queda de 3% e 9%", diz ele, lembrando que movimentação similar ocorreu apenas na crise de 1987.
Segundo Bastos, o investidor que fez análise de seu perfil de risco e montou criteriosamente a carteira de investimentos deve manter a calma e não mexer em suas aplicações. O especulador deveria saber o que comprar, mas é um jogo arriscado, já que nada impede que a bolsa caia mais nos próximos dias e semanas. E a bolsa não está uma pechincha, como no ano passado, nos 30 mil pontos. "A gente está no meio de um movimento que é muito forte e perigoso, o mar não está para nadador amador", afirma Bastos.
Também não há pechinchas no mercado de câmbio. Não dá para dizer que o dólar entrou numa trajetória de alta capaz de proporcionar ganhos superiores a renda fixa. Tampouco espera-se que haja uma volta dos investidores ao real no curto prazo.
A crise na Europa também turva o horizonte no mercado de juros. O Banco Central (BC) subiu a Selic exclusivamente de olho na inflação, diz Bastos, mas a perspectiva de crescimento global menor pode respingar no Brasil afetando as expectativas de inflação e encurtando o ajuste . Isso levaria o juros a subir menos do que o esperado na abertura do ciclo de aperto.
É cedo para comprar bolsa, diz Alexandre Espírito Santo, da Way Investimentos, que vê o Ibovespa em trajetória de queda, com piso em 55 mil pontos. Ele recomenda que o investidor mantenha entre 20% e 30% do patrimônio aplicado em ouro, tradicional refúgio em momentos de crise. "É uma boa estratégia de diversificação para um período de grande instabilidade", afirma.
Em moedas, a recomendação é comprar dólar quando a taxa de câmbio estiver perto de R$ 1,80. O déficit em transações correntes, aliado ao menor apetite por emergentes, devem dar fôlego à moeda americana.
Espírito Santo acredita que o Banco Central não vai reduzir a extensão do aperto monetário em razão da crise grega. A atividade no Brasil não deve ser afetada como no fim de 2008, quando secaram as linhas de crédito para os bancos nacionais. O momento é de manter apostas pós-fixadas no mercado de juros.
Para o analista, o mercado estava surfando nos indicadores da economia americana em balanços positivos, sem dar a devida importância ao problema na Europa, cuja economia pode soçobrar com a crise das dívidas soberanas.
6 de maio de 2010
Queda de ações nos EUA acende luz vermelha sobre algoritmos
Por Mattew Goldstein
NOVA YORK (Reuters) - Uma queda exorbitante de quase 1.000 pontos do índice Dow Jones nesta quinta-feira, maior colapso na pontuação já registrada durante os negócios, provocou pedidos de sanção contra as negociações de alta frequência por meio de computadores.
A desvalorização pode ter sido detonada por um erro em transações. Os principais índices acionários se recuperaram do tombo de 9 por cento e fecharam em queda ao redor de 3 por cento.
Mas as vendas abruptas ampliaram as preocupações de que os reguladores podem rapidamente perder o controle dos mercados num mundo de negociações algorítmicas.
"O potencial de computadores ultravelozes gerarem falsos negócios e criarem um caos no mercado está de volta", disse o senador Edward Kaufman por meio de um comunicado.
"A batalha dos algoritmos --não compreendida nem remotamente transparente para a Securities and Exchange Commission-- precisa simplesmente ser cuidadosamente revisada."
Kaufman e o senador Mark Warner --ambos democratas-- disseram que o Congresso precisa investigar as causas da queda do mercado, que no pior momento tirou quase 1 trilhão de dólares do valor das ações.
http://br.finance.yahoo.com/noticias/Queda-de-aes-nos-EUA-acende-lu-rbr-3533474094.html?x=0
THE MOST EXCITING MOMENT IN CNBC HISTORY: Jim Cramer Saves The Market
http://www.businessinsider.com/the-most-exciting-moment-in-street-signs-history-jim-cramer-saves-the-market-2010-5
4 de maio de 2010
27 de abril de 2010
Papéis de Apple e Google serão negociados na BM&F Bovespa
SÃO PAULO - A BM&F Bovespa anunciou quais serão os 10 primeiros BDRs (Brazilian Depositary Receipts) Nível 1 Não Patrocinados a serem negociados no Brasil a partir do segundo semestre.
Os recibo de ações são das seguintes companhias: Apple, Google, Bank of America, Arcelor Mittal, Goldman Sachs, Billiton Limited, Wal Mart, Exxon Mobil, Mc Donald’s e Pfizer - todas listadas em bolsas norte-americanas.
Expansão das alternativas
Segundo nota enviada pela BM&F Bovespa, o objetivo do lançamento desta modalidade de BDR é “oferecer ao mercado novas alternativas de investimento”.
Deutsche Bank assume operação
O banco que irá efetuar o pedido prévio de registro para negociação será o Deutsche Bank – “devido à sua importante contribuição ao longo do processo de desenvolvimento dos procedimentos operacionais relativos ao produto”.
No entanto, para as próximas emissões, “a bolsa realizará processo de concorrência para a concessão de registro”.
20 de abril de 2010
Grandes empresas dos EUA terão negócios na Bovespa
Cada instituição será responsável por trazer dez BDRs para o mercado brasileiro.
A possibilidade de os investidores brasileiros aplicarem seu dinheiro em ações de grandes companhias americanas, como General Electric (GE), Coca-Cola, Microsoft ou McDonald ' s, está perto de se concretizar. A BM&FBovespa dá os últimos retoques em um sistema que permitirá lançar Brazilian Depositary Receipt (BDRs, recibos de ações estrangeiras negociados no Brasil) não patrocinados dessas empresas. Nesse modelo, os papéis serão trazidos por instituições financeiras, e não pela companhia emissora.
O primeiro acordo já está fechado e pronto para ser anunciado. A previsão é de que os negócios comecem no segundo semestre. Cada instituição será responsável por trazer dez BDRs para o mercado brasileiro. O critério de seleção será o maior volume de negociação oferecido. Hoje, com exceção da espanhola Telefónica, do argentino Banco da Patagônia e da suíça Dufry, a Bovespa só tem BDRs de empresas com atividades no Brasil, mas registradas em paraísos fiscais.
A aplicação será destinada a instituições financeiras, fundos de investimento, administradores de carteira e consultores autorizados. As pessoas físicas poderão investir indiretamente, a partir dos fundos que comprarem os BDRs.
A iniciativa faz parte de um projeto maior da bolsa para aumentar o leque de produtos de renda variável. Além dos BDRs, serão criados formadores de mercado (os " market makers " ) para opções tanto do Índice Bovespa quanto das dez principais ações que compõem o referencial, depois de Vale e Petrobras. O terceiro projeto são novos fundos de índice (Exchange Traded Fund, os ETFs) negociados em bolsa.
A escolha dos parceiros nesses projetos será também por meio de concorrência. Nos ETFs, assim como nos BDRs, o critério será o volume de negócios. Já no caso dos formadores de mercado, ganha a instituição que se comprometer com o maior volume e a menor diferença de preço (spread) entre as ofertas de compra e de venda das opções. Segundo Julio Ziegelmann, diretor de renda variável da BM&FBovespa, já há interessados tanto em montar os BDRs e ETFs quanto em ser formador de mercado de opções.
11 de março de 2010
Valor: Laep tenta vender ativos da Parmalat para a GP
A GP Investimentos entrou no segmento de leite em abril de 2008, com a compra do laticínio goiano Morrinhos, dono da marca Leitbom. Em setembro do mesmo ano, fez outra aquisição. Comprou, por R$ 50 milhões, da Parmalat Brasil, os ativos relacionados à marca Poços de Caldas e a licença da marca Paulista por 15 anos.
Naquela ocasião, fazia apenas quatro meses que a Parmalat havia adquirido esses ativos da francesa Danone, mas foi obrigada a vendê-los, pois já enfrentava dificuldades financeiras.
3 de janeiro de 2010
Recuperação deve perder ritmo e o futuro será um duplo mergulho
ESPECIAL PARA O PROJECT SYNDICATE
Vivemos um momento no qual a gama de incertezas que a economia mundial enfrenta é incomumente ampla. Acabamos de passar pela pior crise financeira desde a Segunda Guerra Mundial. As únicas comparações relevantes são a bolha imobiliária do Japão, que estourou em 1991 (e da qual o país asiático não se recuperou), e a Grande Depressão, dos anos 1930 -exceto que a atual crise foi quantitativamente muito maior e diferente em termos qualitativos.
Ao contrário da experiência japonesa, a atual crise envolveu o mundo inteiro, em lugar de ficar confinada a um único país. E, ao contrário da Grande Depressão, desta vez o sistema financeiro teve sua vida preservada por meios artificiais, em lugar de o seu colapso ter sido permitido.
De fato, a magnitude do problema atual é ainda maior que a da Grande Depressão. Em 1929, o crédito total em circulação nos EUA equivalia a 160% do PIB (Produto Interno Bruto) e subiu para 250%, em 1932. Em 2008, começamos em 365% -e esse cálculo deixa de fora o uso generalizado de derivativos, que não existiam nos anos 1930.
A despeito disso, os esforços artificiais de resgate funcionaram. Mal passado um ano da quebra do Lehman Brothers, os mercados financeiros se estabilizam, os mercados de ações se recuperaram e a economia demonstra sinais de retomada. As pessoas desejam retornar ao ritmo usual dos negócios e acreditar que o crash de 2008 tenha sido apenas um pesadelo. Infelizmente, a recuperação deve perder o pique e pode até ser seguida por uma segunda desaceleração econômica, embora eu não esteja seguro se esta ocorrerá neste ano ou em 2011. Minhas opiniões estão longe de únicas, mas contrariam o clima dominante.
Quanto mais durar a recuperação, mais gente acreditará que ela se perpetuará. No entanto, em meu juízo, isso é característico de situações muito distantes do equilíbrio, nas quais as percepções tendem a se distanciar da realidade.
Para complicar as coisas, essa disparidade de percepções funciona nos dois sentidos. A maioria das pessoas ainda não percebeu que a crise atual difere das anteriores e que chegamos ao final de uma era. Outros observadores, entre os quais me incluo, fracassaram em antecipar a dimensão da recuperação.
Em termos gerais, as autoridades financeiras internacionais conduziram a crise da mesma maneira que conduziram episódios anteriores: resgataram as instituições em risco de quebra e aplicaram medidas de estímulo monetário e fiscal. Mas essa crise foi muito maior, e as técnicas usuais não funcionaram. O fracasso do resgate ao Lehman Brothers [primeiro banco a quebrar] foi um evento histórico: os mercados financeiros efetivamente deixaram de funcionar. Isso significa que os governos tinham de efetivamente garantir que nenhuma outra instituição, cujo colapso pudesse colocar o sistema em risco, enfrentasse risco de quebra. Foi então que a crise se espalhou à periferia da economia mundial, porque os países da periferia não eram capazes de oferecer garantias igualmente confiáveis. A Europa Oriental foi a principal vítima. Os países em posição central usaram os fortes balanços de seus bancos centrais para injetar dinheiro no sistema e garantir os passivos dos bancos comerciais, enquanto os governos se envolveram em gastos sustentados por deficit para estimular a economia, em escala sem precedentes.
Mas a crescente crença de que o sistema financeiro conseguiu escapar ao colapso e que estamos retornando lentamente aos costumes usuais dos negócios é um sério erro de interpretação, no que tange à situação atual. Depois de quebrado, Humpty Dumpty [o personagem em forma de ovo da obra de Lewis Carroll, autor de "Alice no País das Maravilhas"] não pode ser remontado.
A globalização dos mercados financeiros, que ocorreu desde os anos 80, permitiu que o capital financeiro se movesse livremente pelo mundo, tornando difícil sua tributação ou regulamentação. Isso colocou o capital financeiro em posição privilegiada: os governos precisavam prestar mais atenção aos requisitos do capital internacional do que às aspirações de seus povos. Os países encontraram dificuldades para resistir isoladamente a essa tendência. Mas o sistema financeiro mundial que emergiu do processo era fundamentalmente instável, porque construído sobre a falsa premissa de que é possível permitir que os mercados financeiros patrulhem a si mesmos. Foi essa a causa do colapso, e é por isso que não poderemos remontá-lo na forma que tinha.
Mercados mundiais precisam de regulamentação mundial, mas a regulamentação em vigor tem por raiz o princípio da soberania nacional. Existem alguns acordos internacionais, como os Acordos de Basileia sobre capitalização de bancos, e a cooperação entre as autoridades regulatórias dos mercados é boa. Mas a fonte de autoridade é sempre o Estado soberano. Isso significa que não basta reiniciar um mecanismo que deixou de funcionar. Teremos de criar um mecanismo regulatório que nunca existiu. Na situação atual, o sistema financeiro de cada país está sendo sustentado e apoiado pelo governo desse país. Mas os governos têm suas próprias economias como preocupação primária. Isso resulta no chamado protecionismo financeiro, que ameaça perturbar e talvez destruir os mercados financeiros mundiais. As autoridades regulatórias britânicas jamais voltarão a confiar nas islandesas, e os países da Europa Oriental relutarão em continuar dependentes de bancos sob controle estrangeiro.
Assim, a regulamentação precisa ganhar escopo internacional. De outra forma, os mercados financeiros serão destruídos pela arbitragem entre diferentes sistemas regulatórios. Empresas irão se transferir a países nos quais o clima regulatório é mais ameno, expondo outras nações a riscos que estas não podem correr.
A globalização teve sucesso porque forçou os países a remover regulamentações, mas o processo não funciona em sentido reverso. Será difícil conseguir que os países concordem quanto a uma regulamentação uniforme. Países diferentes têm interesses diferentes, o que os propele a soluções diferentes. Isso pode ser visto na Europa, onde os membros da União Europeia não conseguem chegar a um acordo mútuo sobre um conjunto uniforme de regras financeiras. Como poderia o resto do mundo, então?
Nos anos 30, o protecionismo comercial tornou uma situação que já era ruim ainda pior. Na economia globalizada atual, a ascensão do protecionismo financeiro constitui perigo ainda maior.
"O sistema financeiro mundial que emergiu do processo [de globalização dos mercados financeiros] era fundamentalmente instável, porque construído sobre a falsa premissa de que é possível permitir que os mercados financeiros patrulhem a si mesmos. Foi essa a causa do colapso, e é por isso que não poderemos remontá-lo na forma que tinha"
GEORGE SOROS é presidente do conselho da Soros Fund Management e presidente do Open Society Institute. Seu mais recente livro é "The Crash of 2008".
Tradução de PAULO MIGLIACCI
14 de outubro de 2009
CITI eleva target para 70mil - piada do dia
SÃO PAULO - Com a provável elevação global das taxas de juro, analistas do Citi alertaram para a redução da liquidez nos mercados latino-americanos. Ainda assim, o otimismo predomina, levando sua projeção para o Ibovespa a 70 mil pontos em fins de 2009.
InfoMoney
Antes que os investidores tenham a impressão errada, é bom esclarecer que ainda não é hora dos bears, para a equipe do Citi. "A despeito do vento contrário, nossos analistas não sugerem o pessimismo, mais sim uma diminuição em um grau do otimismo", disseram em relatório.
Brasil em alta
Ainda assim, os analistas do banco norte-americano promoveram ajustes em relação às previsões anteriores, elevando o alvo para o Ibovespa ao final deste ano para 70 mil pontos, frente aos 65 mil pontos anteriores.
"As ações latino-americanas continuam o rali, a despeito do período historicamente frágil", destacam Geoffrey Dennis e Jason Press. Neste cenário, eles mantiveram a recomendação de exposição maior aos setores industrial, financeiro e a produtores de matérias-primas.
Na lista de papéis preferidos na região, os analistas decidiram retirar Usiminas e Redecard, acrescentando as ações da Hypermarcas, com base na "crescente confiança em sua estratégia de aquisições".
Confira os papéis brasileiros na Focus List do Citi:
Empresa Preço-Alvo
AmBev (ADR) US$ 79,00
Hypermarcas (HYPE3) R$ 44,00
Itaú Unibanco (ITUB4) R$ 43,64
Petrobras(PETR4) R$ 37,00
Embraer(ADR) US$ 33,00
Vale (ADR) US$ 24,00
Ultrapar (UGPA4) R$ 100,00
GVT (GVTT3 R$ 48,00
Custo do capital
Ao passo em que as economias da América Latina se recuperam da crise global, os estímulos monetários devem retroceder. Se a pergunta é quando, para o Brasil, a resposta é no segundo semestre de 2010, segundo avaliação do Citi.
Além das decisões locais sobre a taxa de juro, há uma questão tão ou mais importante por trás destes movimentos - a elevação do juro básico nos Estados Unidos, projetada pelo Citi também para o meio de 2010.
"Se o aumento de juro pelo Fed [Federal Reserve] for lento e previsível, a história sugere que as ações latino-americanas podem continuar o rali", afirmou a equipe do banco, citando o exemplo do desempenho dos mercados entre 2004 e 2006. Ainda assim, fica o aviso por parte da equipe do Citi: "esperamos por ganhos mais modestos para a América Latina em 2010".
6 de outubro de 2009
Para quem a Olimpíada no Rio vale ouro
A escolha do Brasil para sediar as Olimpíadas de 2016 deve multiplicar os investimentos no país nos próximos anos. Um estudo do Comitê Organizador dos Jogos, segundo o banco de investimento Credit Suisse, estima que serão injetados no Brasil 30 bilhões de reais ao longo dos próximos sete anos. Contudo, um exercício do Ministério dos Esportes aponta que, se considerados os investimentos indiretos e seus impactos no longo prazo, o montante triplica, chegando a 90 bilhões de reais.
17:30 | Ibovespa sobe 0,48% e registra maior nível de 2009
17:10 | Petróleo sobe para US$ 70,88 com fraqueza do dólar
17:05 | Dólar cai pelo terceiro dia seguido e fecha a R$ 1,752
16:31 | Dólar tem 3a queda atento a ingressos e mercado externo
16:11 | Investimento da Vale em Belo Monte seria bom no longo prazo, diz corretora
Os setores diretamente ligados ao evento, como turismo, construção, transporte, mídia e energia, devem ser os mais beneficiados. Portanto, pode-se esperar que as ações de empresas como Gol, TAM, Dufry, Localiza, InvestTur, GP Investimentos, Gerdau e Light tenham forte valorização nos próximos meses.
O Credit Suisse lembra que Barcelona, ao ser escolhida para sediar os Jogos Olímpicos de 1992, viu seu número de turistas duplicar entre 1986 e 2000, com o pico de crescimento acontecendo dois anos após os Jogos. "Companhias como Gol, TAM, Durfry e Localiza podem ganhar com o grande número de turistas tanto no curto prazo como no longo prazo. A LA Hotels (InvestTur) também deve ser beneficiada pelo grande número de turistas, já que possui projetos no Rio, assim como seu controlador, o GP Investimentos, que ainda tem negócios no ramo de restaurantes", diz a instituição em relatório.
O Credit Suisse destaca que em setembro de 1997, após Sidney ter sido eleita a cidade das Olimpíadas de 2000, os setores de construção, transporte e mídia superaram o desempenho do mercado australiano em cerca de 5% nos três meses seguintes. "Nós vemos uma boa oportunidade nas construtoras com operações no Rio, que serão impulsionadas pelo aumento dos preços dos imóveis em decorrência da maior urbanização e do aumento da atividade econômica na cidade, que deverá estimular a demanda por imóveis residenciais e comerciais." (continua)
15 de setembro de 2009
Para Barclays, alta das bolsas não é bolha
Em relatório intitulado "Rali nos Mercados Emergentes: Tendência de Alta, e não uma Bolha", os analistas explicam que a recuperação da economia e dos mercados foi sustentada, dentre outros fatores, por uma enxurrada de liquidez no sistema financeiro, em grande parte provida pelos governos. O excesso de liquidez, combinado ao momento vivido pelo mercado atualmente poderia resultar em instabilidade, mas "ainda não estamos próximos de ultrapassar o limite", diz o relatório do Barclays. O principal argumento é justamente o fato de que o desempenho dos mercados ainda parece razoável e os preços teriam que subir muito para que as autoridades monetárias considerassem uma intervenção. "Em suma, as coisas teriam que ficar muito melhores antes de piorarem".
Embora a recuperação dos mercados emergentes tenha sido reconhecidamente abrupta se comparada à dos mercados mais desenvolvidos, é possível notar que ainda não se chegou perto do nível pré-crise, principalmente na América Latina e na Ásia. Na visão do Barclays, portanto, é nos mercados emergentes que se encontram as maiores oportunidades para bons investimentos em ações e a tendência é que os recursos continuem migrando na direção destas regiões enquanto a economia global se recupera.
Exemplo asiático
Fundamentada nos dados econômicos divulgados pela China em agosto, a expectativa dos analistas é a de um "crescimento robusto" até o fim do ano e em 2010. Os sinais dados pelo país indicam um crescimento dos investimentos privados e dos gastos dos consumidores, este último, o pilar da recuperação sustentável da economia chinesa. A previsão do Barclays é de um crescimento de mais de 8,5% no Produto Interno Bruto (PIB) do país no terceiro trimestre de 2009, chegando a 11% no último trimestre, ambas em comparação com os períodos equivalentes em 2008. A projeção para o crescimento do PIB em 2009 é de 8,3% e 9,6% em 2010.
A China apresentou um crescimento significativo do consumo privado em agosto. As vendas no varejo aumentaram 15,4% na comparação com os números do mesmo mês em 2008. Os destaques foram os setores automobilístico e de produtos para a casa - impulsionado pelo momento efervescente do mercado imobiliário.
O Barclays estima ainda uma retomada no crescimento das exportações do país, após uma fase de desempenho muito abaixo do esperado no primeiro semestre do ano. Para os próximos três meses, a previsão é de um aumento em torno de 16%, contra os 9% observados de maio a julho.
"Pequenos soluços"
A perspectiva de um forte crescimento para o Brasil nos próximos meses e em 2010 tem dado ao país uma vantagem sobre os demais países latino-americanos, uma vez que ele pode se beneficiar da capacidade de conduzir sua política fiscal de forma flexível, sem que isso acarrete em futuras restrições. Os analistas estimam que o país irá desfrutar de grande credibilidade no mercado mundial, embora "não seja possível descartar pequenos 'soluços' nos anúncios sobre a área fiscal".
O crescimento econômico combinado com uma baixa taxa de juros reais dá o pano de fundo ideal para que o país mantenha uma tendência de baixa da dívida pública em relação ao PIB ao mesmo tempo em que permite ao governo aumentar as despesas. Na opinião dos analistas, enquanto houver crescimento, ele compensará os "pequenos pecados ficais" que os governos locais possam cometer. Este cenário é de fato providencial, já que as eleições presidenciais se aproximam, aumentando a probabilidade de resultados fiscais negativos nos próximos meses.
Quanto ao orçamento para 2010, ao contrário de países como o México, cujos números foram encarados com ceticismo pelo mercado, o anúncio brasileiro (no fim de agosto) foi recebido de forma “benigna”. De acordo com o Barclays, o mercado não tem se preocupado com a redução do superávit primário no Brasil devido à perspectiva de retomada do crescimento nos próximos meses. O banco espera uma contração de 0,7% para o PIB brasileiro neste ano, mas uma forte expansão de 4,3% em 2010. Entretanto, permanece o ceticismo dos economistas a respeito da meta do governo em alcançar um superávit de 3,3% do PIB primário em 2010. O consenso dos analistas é de que o superávit chegará a 2,5%.
"Para complicar as coisas, as eleições nos países latino-americanos estão marcadas para o que parece ser a metade do período de recuperação", diz o relatório do Barclays. "É claramente um período durante o qual parece pouco provável que a restrição fiscal ocupe o topo das agendas para estas economias".
Para os analistas, haverá uma grande barreira fiscal a ser transposta pelos governos que serão eleitos e um forte crescimento econômico será a chave para fazer com que isso aconteça facilmente. No Brasil, uma política fiscal flexível em 2010 pode significar, para o próximo presidente, a necessidade de, ao tomar posse, ajustar imediatamente suas contas se o crescimento econômico começar a cair.
http://portalexame.abril.com.br/financas/barclays-alta-bolsas-nao-bolha-498231.html?page=2
30 de agosto de 2009
Brasil está apto a ser 1º grau de investimento pós-crise, diz Moody's
da BBC Brasil
O Brasil reúne as condições necessárias para se tornar, nos próximos dias, o primeiro país, entre os 100 países analisados pela agência de classificação de risco Moody's, a ser avaliado como ''grau de investimento'' desde o início da crise econômica.
É essa a opinião do analista-chefe para o Brasil da agência, Mauro Leos. A classificação é dada a países cujas economias são consideradas seguras para investidores. A categoria determina se um país oferece ou não risco de pagar seus títulos. Quanto mais elevada a classificação, maior a propensão em atrair títulos.
Entenda o que é "rating" ou nota de risco
Em entrevista à BBC Brasil, Leos afirmou que, se a conclusão do comitê de avaliação da agência for a de que o Brasil merece entrar nessa categoria isso se dará porque ''o país está apto a arcar com choques externos, está se movendo na direção certa e os riscos crediários que enfrenta são mais baixos do que antes''.
Outras duas agências de risco, a Standard & Poor's e a Fitch Ratings, já haviam elevado a classificação do Brasil para grau de investimento, no ano passado.
Mas a Moody's, ao contrário das duas outras, decidiu não elevar a categoria do país no ano passado, a fim de aguardar para ver o quanto o país seria afetado pelos efeitos da crise econômica mundial.
''O Brasil se saiu melhor do que o esperado. E um dos fatores decisivos para rever a classificação do país foi a avaliação do mercado. No Brasil, após um período crítico entre setembro e novembro, quando houve queda da atividade econômica, o sentimento do mercado melhorou consideravelmente'', afirma Leos.
Emergentes
Segundo ele, a despeito do ''declínio abrupto do quarto trimestre de 2008, o Brasil se diferenciou de outras economias emergentes em 2009, porque já está crescendo a uma taxa de 4%, no terceiro trimestre, em termos anuais, um índice que não temos visto em outros países''.
Fatores como sistema bancário sólido, balanço de pagamentos positivo e retorno do fluxo de capitais foram determinantes para provocar a revisão da Moody's.
''Mas no caso do Brasil, isso não é grande o suficiente para causar preocupação. A posição oficial do governo é a de retomar balanços primários consistentes com o compromisso de reduzir a dívida pública.''O analista afirma que o Brasil, assim como outras nações afetadas pela crise, sofreu um aumento de seu déficit fiscal e, consequentemente, da dívida pública.
De acordo com Leos, se vier a ser de fato considerado grau de investimento pela última agência que faltava, isso possibilitará ao Brasil contrair empréstimos mais elevados a taxas de juros mais baixas.
A avaliação também abrirá caminho para fundos de investimentos e os fundos de pensões americanos que têm como critério só investir em países que são avaliados como grau de investimento por diferentes agências de classificação.
10 de junho de 2009
É o fim da renda fixa no Brasil - bom pra bolsa
BC reduz juros em 1 ponto, para 9,25% ao ano, menor taxa desde 1999
Da Redação
Em São Paulo
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu na noite desta quarta-feira reduzir a taxa básica de juros (a Selic) em 1 ponto percentual, passando de 10,25% ao ano para 9,25%.
É a menor taxa desde que a Selic passou a ser usada como meta da política monetária, em 5 de março de 1999. Foi a quarta redução consecutiva.
