31 de maio de 2010

Sinais de cansaço no repique do Ibovespa


Mercado dando claros sinais de que o recente movimento de alta no Ibovespa está prestes acabar. Subiu em cunha ascendente, que é um padrão clássico de distribuição e de continuação da tendência de baixa. No gráfico diário o volume nessas altas estão muito abaixo da média em comparação com os dias de queda. No intra 60 minutos, IFR14 e MACd já em clara divergência de baixa pelos topos, o que mostra presença dos ursos e fraqueza dos touros. Essa conta eu não quero pagar. Olho vivo.

MILK11


MILK11, gráfico tá muito bonito mesmo. Rompeu LTB desde o topo pela escala LOG (minha análise do fim de semana alertava para possível estilingada rompendo os 1.09), cortou a MMe21 para cima, e vai fazendo com um candle forte de convicção e altíssimo volume para o papel. MACD ainda cruzando na compra, com espaço para mais altas, sem sinal de topo. Próximas resistências em 1.25 e 1.65.

30 de maio de 2010

BVMF3


Estou de olho em BVMF3, um rompimento com convicção dos 12.20 vai formar um belo mastro bandeira no intra 60 minutos, deverá dar mais pico de alta pro papel. Vejam como a LTB vencida segurou e serviu de pullback pro papiro.

Para olhar essa semana

MILK11, deixou uma máxima em 1.09 e voltou para baixo da LTB no semanal, escala LOG. Dado o enorme volume nesse candle de fundo, chama atenção e pode dar compra se um candle de convicção romper os 1.10.

PMAM3, acima de 5.15 promete dar mais uma estilingada para cima, ainda que dentro de uma tendência de baixa bem definida.

USIM5, deixou possível candle de fundo, com IFR2 muito sobrevendido, aguardo um repique mais forte na superação da máxima até a MM20.


VALE5, deixando shooting star na MM20 e na última retração de fibo, perdendo a mínima desse candle, chama venda em direção ao último fundo.

28 de maio de 2010

GFSA3 - setup de venda


GFSA3, confirmando topo e declarando venda no rompimento dos 10.72, logo abaixo do teste da MM21, setup a favor da tendência com target na última mínima da perna de baixa: 9.31

PDGR3 - mostrando fraqueza em zona de resistência



Pedindo uma venda. Com clara divergência no intraday 60 minutos pelo MACD, e distantíssimo da MM20, pedindo uma queda após o forte rallye de repique. Olho vivo.

27 de maio de 2010

Olho Vivo


VIVO4, um movimento de "livro", fez hoje um pivot de alta após longo período num canal de baixa tendo como fundo ascendente a média móvel de 20 períodos, critério fundamental para garantir a reversão de tendência. O volume foi bom, o IFR tem mais espaço para altas, e o target inicial fica no topo anual, na faixa de 55 reais, local aonde aliás, o OBV já rompeu, dando otimismo para o trade. O estope para um swing-trade com mais característica de position fica abaixo do fundo anterior, em 45.39 e o estope mais especulativo, para quem quer um trade mais rápido ficaria abaixo de 49.92.

TELB4 - pra onde romper acelera


Linha azul, compra, acima de 1.70.
Linha vermelha, venda, abaixo de 1.36.

26 de maio de 2010

Ibovespa


Ibovespa, sentido a primeira retração de fibo do último pivot de baixa, o que mostra fraqueza do nosso mercado, mas dado o enorme afastamento da MM20 e a divergência de alta pelos fundos do IFR14, é possível acreditar num repique um pouco mais vigoroso. Para isso, precisa vencer os 60.850, e o objetivo em 62.900 estará mais que autorizado para um teste.

25 de maio de 2010

PETR4


Papel em plena tendência de baixa no curto e médio prazo, mas para quem considera investimento em longo prazo, podemos estar diante de um momento único. Vejam a média móvel verde, 72, no mensal, há quantos vem sendo região de fundo e ótima compra para o papiro. Além disso, temos uma LTA de longo prazo passando logo abaixo da mínima dessa semana. Se segurar aí, quem sabe um trocado para os netos?

MILK11 +5%

Papel vai na contra mão do mercado e sobe mesmo com tudo desabando, o que valida a análise de ontem. Contudo, visto a enorme dificuldade do papel em vencer com convicção a barreira em 1 real, sugiro uma realização, pelo menos parcial, para evitar alguma virada de mão vendedora, já que quem não faz costuma levar, é melhor se precaver.

24 de maio de 2010

Milk11, pode alcançar novas máximas ainda


Isso não é uma recomendação de compra, apenas um estudo de análise técnica.

Papel venceu hoje uma importante LTB que vinha pressionando o ativo na venda, com um candle de grande convicção e um pico de volume elevadíssimo, que só apareceu em 2 momentos anteriores, aonde o ativo simplesmente dobrou de preços, em períodos curtos de tempo. Ou seja, o volume de hoje não apareceu por nada, e possívelmente irá fazer o ativo buscar novos patamares de valor, com targets em 1.24, 1.63 e mais acima, para o médio prazo, 2.44. O OBV permanece em divergência de baixa com as cotações, o que dá um certo otimismo para o papel no momento. Além disso não há sinal de topo pelo IFR14, que conta com espaço para sustentar novos picos de preços.

Isso não significa uma reversão de tendência do ativo que no momento segue apenas repicando dentro de uma tendência de baixa, mas que ainda é possível ver novas altas para o ativo.

21 de maio de 2010

Olhando para 2008 e vendo 2010


De todas as possíveis semelhanças que o ano de 2008 e o de 2010 possam ter, tanto na ordem dos ótimos momentos econômicos em que se encontrava a nossa economia, das notas de upgrade das agências de risco, do PIB galopante, as que mais me chamam atenção são aquelas apontadas pela análise gráfica. Dois aspectos, simples, mas notáveis, me chamaram atenção e devem sempre estar diante de nossos olhos para eventuais tomadas de decisões: o direcionamento das médias móveis e a formação de falsos fundos.

Pegando as Médias Móveis de 17, 34 e 72 períodos, vemos como o ano do crash de 2008 teve logo após o seu pico em 74 mil pontos o cruzamento dessas mesmas médias para a venda e como elas assim permaneceram por todo o downtrand daquele ano. Vemos também que durante todo o rallye de alta de 2009, as mesmas médias permaneceram sempre ascendentes e cruzadas na compra e nunca na venda como o fez nesse momento, que assim como em 2008, seguiu de um altíssimo período de altas para a bolsa. O fato é que essas mesmas médias estão bem direcionadas para baixo no momento, e não dão qualquer sinal de que irão voltar a subir tão cedo.

Além disso, porque em tendência de baixa a formação de fundos não são confiáveis? Simplesmente porque eles são marcações naturais de realização de lucro dos vendidos e momentos cognitivos para os líquidos de que um novo momento para entrar na ponta vendida está se aproximando. Em 2008, tivemos cerca de 13 sinais de fundo, que não foram fundo em absoluto, porque eram criados abaixo da LTB, abaixo das médias móveis e em sequência de zigue-zagues de baixa. Exatamente como os sinais de fundos que estamos vendo agora em 2010: 3 fundos confirmados, os 3 devidamente violados e assim será enquanto estiver sob a pressão vendedora da LTB, das médias móveis e dos pivots de baixa.

Isso significa que iremos até os 29 mil pontos novamente, como em 2008? Não sabemos. Análise técnica não nos dá previsão, mas coletando os dados da realidade presente, direciona as decisões para o caminho mais prudente e acertivo, que como visto, nos mostra concretamente que iniciamos um padrão forte de baixa e que só dará chance para os comprados quando nosso índice voltar a ter zigue-zagues ascendentes, cotando sempre acima de qualquer LTB e acima das médias móveis. As vezes o simples é o mais eficaz.

Timing é tudo: TELB4 +16%

Mais uma análise vencedora do MGA.

20 de maio de 2010

Quem sabe, quem sabe, uma compra em TELB4


TELB4, após uma forte queda de praticamente 50%, resolveu encontrar força compradora no teste da importantíssima MM200, logo acima da forte região de suporte em 1.30, que já rendeu boas compras no passado recente. Somado ao fato de estar com IFR saindo de região de sobrevenda e ter inflexionado na compra hoje, amanhã, no rompimento da máxima de hoje, num candle de convicção forte nos 15 minutos, dará um setup de compra especulativo com estope na mínima do candle que gerar esse rompimento (violinável, mas defensivo). Se firmar, pode buscar a linha de retorno da congestão retangular, em 1.83. Trade arriscado, com gerenciamento de risco apertado. Vendidos estão lucrando horrores, já é hora de recomprarem e fazer o papel subir um pouco.

Não é o momento de ser agressivo


Interessante foi ver ontem no after maket vários papéis, como MMXM3, por exemplo, subindo 2% no limite das oscilações permitidas para esse horário, na óbvia crença da sardinhada de que os papéis já tinham caído bastante, que tudo já estava em "liquidação". Comportamento típico de novatos, que não pegaram o ano de 2008 e não fazem idéia do poder destruidor de uma tendência de baixa. Mercado não tem fundo, nem sinal algum de que voltará a subir tão cedo, e portanto não há a menor razoabilidade em ficar tentando caçar o ponto de uma reversão que ninguém sabe quando chegará.

É claro que não é esse o conselho que você vai ouvir na CBN, nem do Saddenberg nem da Miriam Leitão, que nesses dias todos estão dando "dicas" para seus ouvintes aproveitarem o momento para comprarem mais papéis e darem mais liquidez ao mercado de baixa. Deixa a bolsa ir visitar os 40, 30 mil pontos - precisamos estar abertos à essa possibilidade até que a tendência mude, coisa que não fez ainda e nem deu sinal de fazer - e você vai ver eles dizendo que "não era bem assim", que investimento bom é de "longo prazo"... como diria o jargão, no longo prazo, todos estaremos mortos.

Mercado acionou o botão vermelho


Ou seja, de acordo com a análise técnica, perdemos os 60 mil pontos, entramos em tendência de baixa. 60 mil pontos deixou de ser patamar de preço barato, para nas atuais conjunturas, se tornar caro. Não sabemos quando o índice se tornará barato de novo. Pode ser nos 55, 50, 45, 29, 15 mil, não dá para adivinhar. Subiu vendeu, levantou é para cortar, não dá para se iludir de que as cosias serão como antes. Portanto, não tem mais compra no curto prazo, agora é venda e lenha para os comprados, e espera paciente para os líquidos.

18 de maio de 2010

Cenários para o Ibovespa

É engraçado ver como os jornais e a mídia em geral não sabem lhe dar com indefinição, mesmo em matérias aonde a indefinição faz parte da própria natureza do que é investigado, como é o caso dos mercados de capitais. Nesses últimos dias aonde a bolsa brasileira insiste em cair, não é raro vermos analistas de plantão pintando todo tipo de cenário, um mais apocalíptico que o outro, e todos eles com ares de exatidão científica em suas previsões, como se a natureza da renda variável fosse passível de previsibilidade como o são os demais investimentos em renda fixa, imóvel etc. O papel de um verdadeiro analista, longe de adivinhar o que irá ocorrer, é de interpretar a realidade que lhe é apresentada e apontar aos demais as inúmeras possibilidades que o presente demonstra. Sendo assim, preparei um pequeno e simplíssimo gráfico que deve orientar os passos do investidor de curto e médio prazo para os próximos dias.

Gráfico diário do Ibovespa. Vemos um forte período de alta, que vem desde o fundo da crise de 2008, em 29 mil pontos, e que se segue em plano inclinado até janeiro de 2010, aonde faz um pico em 70 mil pontos. Logo depois, vemos uma queda dos preços e em seguida, um novo pico mais ou menos na mesma faixa daquele primeiro topo de janeiro, em 72 mil pontos. Novamente, uma queda até o momento presente em 60.700 pontos.

Se nos próximos dias o mercado encontrar força compradora, e não perder de modo algum em fechamento os 60 mil pontos, pode-se acreditar numa prologanção de um período de lateralização do mercado, aonde os compradores se situariam no suporte dos 60 mil, e os vendedores na resistência de 70 mil, que trocando suas forças deixariam o mercado indefinido até que uma das extremidades fosse vencida. Acima dos 72 mil pontos, se iniciando pelos 66 mil pontos, a região é dos touros.

Se nos próximos dias o mercado não encontrar força compradora, mas pelo contrário, perder o suporte dos 60 mil pontos, entramos numa tendência de baixa declarada, com uma bela figura de topo duplo em forma de M com projeção de queda até 48 mil pontos, pondendo se extender até 42 mil e finalmente os 29 mil pontos, sendo que os 55 mil pontos podem dar alguma chance de alívio para os compradores. O OBV indica para esse cenário de quedas maiores. A região é de ursos.

Portanto, como vemos, a região de 60 mil pontos é divisória de tendência no curto e médio prazo e deverá definir como serão as próximas semanas e meses. Os compradores que se encontrarem num mercado abaixo dos 60 mil pontos deverão pensar sériamente em estopar suas posições e darem lugar para operações na ponta vendida, quer dizer, aonde se ganha com a queda, através do aluguel e da venda de seus ativos. Quem não souber como se faz esse tipo de operação, recomendo que liguem para suas corretoras e verifiquem essa possibilidade. Do caso contrário, permanecer líquido até que o mercado faça um novo pivot de alta será a decisão mais sensata já que a possibilidade de um duplo mergulho será real e iminente.

No caso do mercado se segurar, com força, volume e convicção na região dos 60 mil pontos, compras com estopes nas mínimas desse movimento de baixa serão viáveis com targets de lucro modestos, mas ainda assim, possíveis. Acima dos 72 mil pontos, buscamos os 74 mil e os 80 mil pontos.

Portanto, esteja preparado e saiba o que fazer e como fazer a partir dos movimentos soberanos dos mercados, que estão sempre plotados nos gráficos, sabendo identificar sua tendência e operando a favor dela, e nunca contra ela, sob pena de crash financeiro. E uma dica pessoal: se o mercado entrar em tendência de baixa secundária e primária, que é o que está parecendo que irá fazer, fuja das tentações de compra e de adivinhação de fundos de retomada do mercado, fuja da tentação de pegar faca caindo, de fazer preço-médio ou qualquer outra atitude baseada em emoções e conceitos de "caro ou barato". Espere com calma um novo zigue-zague de alta e então volte a comprar, pois tendências definidas dão lucros para atrasados e atrasadíssimos, mas nunca dá lugar para adiantados.

Comentário de fechamento by Ágora corretora

Ibov - O Índice Bovespa continua firme em sua tendência de baixa e voltou a se aproximar do seu fundo anterior em 60.770 pontos, cujo rompimento lhe daria mais um pivot de queda, reforçando cada vez mais a tendência de baixa que ainda está valendo no Índice. Tem espaço para repiques depois de quedas tão fortes, mas ainda distante de causar qualquer alteração mais forte em sua configuração de curto prazo que somente seria revertida em caso de formação de um primeiro pivot de alta ou ainda rompendo o seu topo anterior bem distante em 66.083 pontos. Seu OBV ainda não mostra qualquer sinalização de melhora até o momento, ainda com fundos descendentes e nas mínimas dos últimos meses, precisando ao menos de novos fundos ascendentes para começar a animar os comprados.

DJ - O Índice Dow Jones não conseguiu a confirmação do sinal de fundo deixado no pregão anterior, voltando então a se aproximar do suporte intradiário em 10.436 pontos, que é a partir de onde anularia o possível sinal de fundo e com isso abrindo novamente o caminho até o suporte principal em 9.835 pontos. A melhora no intraday agora fica um pouco mais distante e somente acima dos 10.718 pontos começaria a ganhar algum espaço, mas somente declarando novas compras acima do seu topo anterior em 10.920 pontos, que é onde montaria um primeiro pivot de alta, revertendo essa tendência de curto prazo e mudando novamente o cenário.